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OMS ataca estudo que atribui 65% dos cânceres ao acaso

OMS ataca estudo que atribui 65% dos cânceres ao acaso
Foto: Reprodução
Um estudo recém-divulgado da Universidade Johns Hopkins, dos EUA, que atribui ao acaso, e não a fatores externos ou genéticos, 65% dos cânceres foi contestado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O estudo foi publicado na revista científica “Science” no dia 2 de janeiro. A OMS manifestou “profundo desacordo” com as conclusões da pesquisa e afirmou que ele poderia levar as pessoas a subestimarem tabagismo, sedentarismo e outras más práticas associadas à doença. O estudo considera o número de divisões de células-tronco em vários tecidos durante a vida e sugere que mutações aleatórias (ou “má sorte”) são “as maiores contribuintes ao câncer, geralmente mais importante que fatores genéticos ou ambientais”. Segundo o autor do estudo é mais eficaz, ter maior foco na detecção precoce da doença, em vez de a prevenção de sua ocorrência.  Mas para a OMS esse tipo de afirmação pode trazer sérias consequências negativas ao comportamento das pessoas.  “Já sabíamos que para um indivíduo desenvolver certo tipo de câncer existe um elemento de sorte. Mas isto tem pouco a dizer sobre o nível de risco de câncer em uma população. Concluir que ‘má sorte’ é o principal fator para o câncer seria errôneo e pode diminuir os esforços para identificar as causas da doença e preveni-la”, explica Christopher Wild, diretor da Agência Internacional para Pesquisa de Câncer (Iarc).