Curta mostra homem acusado de tráfico por importar semente de maconha para tratamento
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Quando viu a sua esposa sofrer com os efeitos colaterais provocados pela quimioterapia, Jairo Carvalho resolveu procurar uma droga que melhorasse as dores e os enjôos. Cinco anos após o ocorrido, Thais Carvalho se encontra saudável, mas o marido está sendo acusado de tráfico internacional por ter importado sementes de maconha, visto que a cannabis pode ser usada para aliviar dor. O casal é de Belém do Pará.
Essa história será contada pelo filme curta-metragem ‘(IN)JUSTIÇA’, produzido pela Repense, que traz debates sobre o uso de cannabis para uso terapêutico. O lançamento será nesta quarta-feira (14), mesmo dia em que o canabidiol foi autorizado pela Anvisa como medicamento. As informações são do jornal O Globo.
“Eu prefiro estar atrás das grades, mas saber que a minha esposa e a minha filha estão bem do que, de repente, ter cruzado meus braços. Hoje estaria aqui me perguntando se valeu a pena cruzar meus braços e ver a minha esposa morrer”, disse João Carvalho.
Tarso Araújo, coordenador da produtora Repense, disse que o estréia do filme no mesmo dia da autorização do canabidiol pela Anvisa é para mostrar que um primeiro passo foi dado.
“Tememos que a reclassificação dê a impressão de que está tudo resolvido. Na prática, ela não muda muito a vida do paciente porque os produtos que importam têm traços de THC. Precisamos discutir a regulamentação dos produtos a base dessa substância, que tem potenciais terapêuticos e podem aliviar a vida de pacientes com dores crônicas e esclerose múltipla, por exemplo. Nenhuma dessas pessoas é beneficiada pela regulamentação atual”, afirmou Araújo.
