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Desinteresse por sexo gera crise no Japão por falta de novos bebês


Foto: Reprodução

Com berçários cada vez mais vazios e uma população cada vez mais velha, o Japão, país em que vivem mais de 120 milhões de pessoas, sofre com a falta de bebês e desinteresse por sexo. Se esse quadro permanecer inalterado, em 50 anos o país irá perder 40 milhões de pessoas economicamente ativas e a crise sócio-econômica pode trazer efeitos maléficos ao país. As informações são do G1.
 
Em Tóquio, capital japonesa, nascem 250 mil bebês por ano em uma população de 35 milhões de habitantes.  Funcionários de maternidades afiram que a quantidade de nascimentos tem diminuído e que a idade de mães vem subido. Isso quer dizer que a população japonesa, além de estar com um crescimento quase vegetativo – estagnado –, as pessoas estão mais velhas e não há renovação populacional. Ou seja: aqueles que hoje estão vivos e não têm filhos um dia vão morrer, e não haverá pessoas o suficiente para renovar a mão de obra e preencher o mercado de trabalho, além de menos pagadores de impostos.
 
A explicação para esse fato é de que os japoneses estão se casando menos. De acordo com uma pesquisa divulgada pela rede de TV BBC, ter relações sexuais uma vez por semana é considerado o padrão normal para os casados.
 
Segundo a pesquisa, o tipo atual de namoro entre alguns japoneses também interfere nesta realidade. Os ‘Otaku’, são pessoas viciadas em quadrinhos e games, e, muitos deles, tratam personagens de jogos como namorados reais. Os Otaku preferem não se relacionar com mulheres reais porque consideram isso uma traição, já que já estão comprometidos com a namorada eletrônica. Um pesquisador opinou que essa é uma forma de fugir de namoro com responsabilidades, cobranças e brigas.