Médicos da Síria denunciam condições precárias de saúde no país
Foto: Badra Mamet / Reuters
Médicos sírios denunciaram nesta última terça-feira (6), em Paris, a condição precária de equipes de saúde o reaparecimento de doenças que já haviam sido erradicadas, além de falta de equipamentos.
“A situação é insuportável, catastrófica, e em muitos lugares da Síria já não há presença médica”, declarou o médico Ubaida al-Mufti, integrante da União de Organizações Sírias de Socorro Médico (UOSSM), em entrevista ao G1.
Em Aleppo, cidade síria, funciona cinco hospitais – três deles apenas parcialmente – para atender cerca de 360 mil pessoas que vivem cercadas pelas forças governamentais.
“Restam apenas 30 médicos que, além de atender aos feridos de guerra, devem enfrentar o reaparecimento de doenças como a pólio, a tuberculose, a sarna ou a febre tifóide”, contou Abdelaziz, um médico de Aleppo, que preferiu não se identificar por motivos de segurança.
Segundo outro profissional de saúde, em Guta Oriental, local no subúrbio de Damasco também sitiado pelas forças do governo é impossível de fazer entrar ajuda humanitária.
Ainda nos locais sob controle do grupo Estado Islâmico “os médicos podem trabalhar, mas não contam com o apoio de nenhuma ONG porque elas deixaram o território”, comentou outro participante na coletiva de imprensa, realizada na sede do ministério francês das Relações Exteriores.
