Dores de cabeça e na face persistentes são sinais de disfunção na ATM
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Dor de cabeça, dor na face, tontura, zumbido no ouvido e até mesmo dor para mastigar e bocejar são sintomas comuns para quem sofre de disfunção na Articulação Temporomandibular (ATM). Responsável por ações como falar, mastigar, engolir e bocejar, além de conectar a mandíbula ao crânio, a ATM é uma das articulações mais importantes e complexas do corpo humano. Quando há disfunção nessa articulação, diversos problemas de saúde passam a interferir no bem-estar, que podem se manifestar em locais diferentes dos lesionados. Esse problema acomete cerca de 40% da população ao redor do mundo segundo a Organização Mundial da Saúde. O dentista Rodrigo Queiroz, especialista em implantodontia, explica que a Disfunção Temporomandibular (DTM) pode estar associada ao estresse, problemas ósseos, ansiedade e depressão. “É muito comum o paciente confundir os problemas da ATM com enxaqueca, dor de ouvido ou outra patologia mais corriqueira, fazendo com que ele procure especialistas relacionados à área”. De acordo com Dr. Rodrigo, os inúmeros incômodos da ATM devem ser tratados por um dentista especialista que, após identificar o problema, conduzirá o tratamento mais adequado para cada caso. O problema pode se manifestar nas mais diversas fases da vida: da infância até a velhice. Para aliviar a dor, entre os tratamentos indicados destacam-se a utilização de medicações, aparelhos ortodônticos para o alinhamento da arcada dentária, próteses para reabilitação da arcada dentária, implantes dentários para dentes ausentes, uso de placas de mordidas, técnicas de relaxamento e até mesmo cirurgia, explica Dr. Rodrigo, destacando que em alguns casos a toxina botulínica pode ser utilizada como tratamento complementar para quem sofre de disfunções da ATM. “Como o botox ajuda a relaxar o músculo no período em que outros tratamentos são realizados, o procedimento pode ser um grande aliado por contribuir com a diminuição das dores de cabeça, face, nuca e pescoço. O tratamento é simples e eficaz e tem duração de três a cinco meses”, explica Queiroz.
