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Expectativa de vida global aumenta e mortes por doenças graves diminuem

 Expectativa de vida global aumenta e mortes por doenças graves diminuem
Foto: Reprodução
Embora os contrastes entre os países continuem evidentes e a população mundial está vivendo mais. A expectativa de vida global passou de 65,3 anos, em 1990, para 71,5 anos em 2013. As mulheres tiveram maior ganho: elas têm vivido 6,6 anos a mais, contra 5,8 dos homens. As conclusões são de um amplo estudo publicado nesta quinta-feira (18) na revista “Lancet”, com mais de 700 pesquisadores de 188 países. As doenças cardiovasculares se mantêm como a principal causa de óbitos no mundo. E o número de mortes por doenças infecciosas diminuiu. No Brasil, o estudo reforça uma tendência que já vinha sendo notada nas últimas décadas. O país tem progressivamente controlado as doenças infecciosas — relacionadas a um perfil de país menos desenvolvido — e se aproximado dos desafios de nações mais ricas, que enfrentam principalmente doenças relacionadas ao envelhecimento, entre elas as cardiovasculares e o mal de Alzheimer. Mas, entre as principais causas de mortes aqui, também figuram pneumonia, violência e acidentes de trânsito.  A pesquisa aponta que apesar do aumento da longevidade em países de baixa renda, os principais desafios de saúde enfrentados por nações como Bolívia, Nepal e Nigéria são muito diferentes daqueles de países como Japão, Espanha e Estados Unidos, onde as principais causas de morte são: infarto, AVC e câncer de pulmão. Já os países em desenvolvimento, como China e Brasil, estão mais perto da situação dos EUA.