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Uso medicinal da maconha poderá ser liberado no Brasil antes do fim do ano

 Uso medicinal da maconha poderá ser liberado no Brasil antes do fim do ano
Foto: Reprodução
Uma reunião pública da diretoria da Agência Nacional de Vigilância Saitária (Anvisa) vai avaliar a reclassificação do canabidiol (CBD), substância presente na maconha, e até a próxima quinta-feira (18) o uso medicinal da maconha pode ser liberado no Brasil. Caso o (CBD) passe da lista de substâncias proibidas para a de produtos controlados pela Anvisa, os pais de crianças portadoras de tipos graves de epilepsias, poderão importar produtos com CBD sem a necessidade de autorizações especiais, como ocorre atualmente, quando é necessário conseguir autorização judicial para liberar esse tipo de produto. De acordo com a Anvisa, foram realizados 297 pedidos dos quais 238 foram aprovados. Segundo informações do portal O Globo, um dos entraves, é que, para conseguir autorização, é preciso ter uma prescrição médica. E por se tratar de uma substância proibida, poucos profissionais aceitam fazer a receita. Um passo importante nesse sentido foi dado na última quinta-feira (11), quando o Conselho Federal de Medicina CFM, publicou uma resolução autorizando a prescrição do CBD, porém, apenas as especialidades médicas psiquiatria, neurocirurgia e neurologia que poderão realizar essa prescrição em casos de epilepsias que não respondam a tratamento convencional e à menores de 18 anos. No último sábado (13), foi criada uma associação brasileira para reunir pais e usuários da maconha medicinal, a fim discutir o tema e buscar medidas que beneficiem as cerca de 500 famílias que aguardam atualmente por tratamentos do tipo. Além da eficácia do CBD nos casos de eplepsia, estudos apontam que medicinalmente, há diminuição de náusea e vômito em pacientes com câncer, aumento de apetite para portadores de HIV, controle de rigidez muscular presente em algumas doenças, assim como a redução de dores crônicas.