Mulheres que sofrem com pré-eclampsia na gravidez podem ter filhos autistas
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Um estudo publicado nesta segunda-feira (8) por cientistas americanos aponta que filhos de mães que sofreram com pré-eclâmpsia, durante a gestação, têm duas vezes mais possibilidades de ter autismo ou outros problemas de desenvolvimento. Para chegar a essa conclusão, mais de mil crianças entre dois e três anos, com mães que foram diagnósticadas com pré-eclampsia, foram acompanhadas no norte da Califórnia. Os cientistas compararam dados daqueles que se desenvolveram normalmente com os de crianças que apresentaram transtornos do espectro autista (TEA) ou outros problemas de desenvolvimento. "Nós descobrimos associações significativas entre a pré-eclampsia e os TEA, que aumentaram com severidade", afirmou a principal autora do estudo, Cheryl Walker, professora assistente do departamento de obstetrícia e ginecologia da Universidade da Califórnia em Davis, durante entrevista a AFP. "Nós também observamos uma associação significativa entre pré-eclampsia severa e atraso de desenvolvimento", prosseguiu. Estudos anteriores já haviam sugerido que a pré-eclampsia - que causa pressão alta no fim da gestação, altos níveis de proteína na urina e perdas de consciência nos casos mais graves - poderia provocar autismo, talvez ao privar o feto de nutrientes e oxigênio. "Embora estudos isolados não possam estabelecer causalidade, evidências cumulativas apoiam os esforços para reduzir a pré-eclampsia e diminuir sua severidade, de forma a melhorar os resultados neonatais", disse Walker. As causas exatas do Autismo ainda não são conhecidas, existem diversas pesquisas em andamento que apontam causas genéticas, ambientais ou uma combinação das duas. O autismo provoca dificuldades nas habilidades sociais, emocionais e de comunicação e não tem cura conhecida.
