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Crianças com epilepsia têm maior risco de fracasso escolar, aponta especialista

Crianças com epilepsia têm maior risco de fracasso escolar, aponta especialista
Foto: Reprodução
Pesquisas recentes afirmam que crianças com epilepsia sofrem com déficit de atenção (entre outros problemas como hiperatividade, depressão e ansiedade) que afetam a qualidade da vida escolar. O déficit de atenção chega a acometer em até 77% das crianças que tem a epilepsia. Na população geral esse índice é em torno de 5%. A neuropediatra Laura Maria Guilhoto explica que o tratamento adequado a essas crianças engloba diferentes profissionais, além do envolvimento dos pais, professores e outros agentes do dia a dia desses pequenos pacientes. “Geralmente, quando elas já estão na fase escolar, as alterações de comportamento, a falta de atenção e consequente baixo rendimento escolar trazem um sinal de alerta para a detecção da doença. As que apresentam tipos mais graves de crise, principalmente pela dificuldade para ingressar nos serviços de reabilitação, têm atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, tornando mais difícil a remissão da doença”, destaca a especialista. Segundo a médica, é possível obter um diagnóstico e definir tratamento adequado. A realização dos exames clínicos, avaliação das possíveis causas e, consequentemente, a definição da terapia estão entre as principais medidas para a criança e adolescente com epilepsia. As estatísticas mostram que após a primeira crise há um risco de até 75% de recorrência, que amplia para até 95% depois de dois ou mais episódios. Laura reforça também que “a epilepsia é uma patologia que provoca mudanças na família e em todos que se relacionam com a criança diagnosticada, exigindo acompanhando multidisciplinar, em equipe, para proporcionar qualidade de vida à criança. Levar informação à população, capacitar continuamente profissionais nas unidades básicas, de média e alta complexidade estão entre as ações que vão colaborar para reduzir o estigma, eliminar preconceito e socializar adequadamente aqueles que têm epilepsia”, conclui.