Sangue de curados do ebola podem ser a chave para o desenvolvimento de vacinas
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Um grupo de cientistas americanos propôs às autoridades de saúde dos Estados Unidos uma nova maneira de desenvolver drogas e vacinas contra o Ebola: aproveitando os anticorpos produzidos pelos curados da doença. A proposta baseia-se na utilização do chamado “soro convalescente”, o sangue dos sobreviventes, que foi ministrado em pelo menos quatro pacientes americanos e que tem dado resultados positivos. Os cientistas propõem a utilização de novas tecnologias genéticas para encontrar as centenas de anticorpos diferentes produzidos pelas pesosoas contaminadas com o vírus, determinar sua receita genética, cultivá-las em quantidades comerciais e combiná-los em um único tratamento, análogo ao dos coquetéis que tratam o HIV-AIDS. Isso contrasta com o desenvolvimento de drogas atual, que se concentra em encontrar uma molécula para derrotar o vírus Ebola. Os ganhadores do Prêmio Nobel David Baltimore, especialista em biologia molecular do sistema imunológico, e James Watson, co-descobridor da dupla hélice do DNA, e Jim Simons, que fundou a “Renaissance Technologies”, estão entre os defensores da idéia. A proposta foi enviada aos funcionários do Departamento de Saúde e Serviços Humanos e aos legisladores e empresas de biotecnologia dos Estados Unidos. Embora ainda não haja prova de que o sangue de sobreviventes ajude, sabe-se que os pacientes se recuperam quando o seu próprio sangue produz anticorpos suficientes para atacar o vírus. Segundo cientistas, se os anticorpos no sangue de sobreviventes é geneticamente seqüenciado eles podem fornecer uma receita para tratamentos que podem ser produzidos com tecnologias já utilizadas para a fabricação de anticorpos para outras doenças. As informações são da Reuters.
