Enfermeira americana obrigada a ficar em quarentena vai processar autoridades
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Uma enfermeira americana que estava prestando trabalho voluntário de combate ao ebola em Serra Leoa vai processar autoridades de Nova Jersey que a obrigaram a ficar de quarentena após voltar ao país. A enfermeira Kaci Hickox disse que se sentiu uma criminosa ao ser detida e que seus direitos civis foram violados. A enfermeira, ao chegar ao aeroporto de Newark, próximo a Nova York, teve a sua temperatura medida por autoridades duas vezes: primeiro, o termômetro apontou 36,67º C, e depois apontou 38,33º C. A enfermeira foi levada diretamente ao hospital para ficar de quarentena, mas alega que, ao chegar a unidade de saúde, a sua temperatura corporal era 36 ºC e que os testes apontaram negativo para o vírus de ebola. A atitude de Kaci em acionar a justiça pode se configurar como uma pressão a nova medida adotada pelos governos de Nova York e Nova Jersey, que determinaram que todos os funcionários de saúde que chegaram de países africanos com epidemia de ebola devem ficar em quarentena de 21 dias, mesmo sem apresentar os sintomas. O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, disse que Kaci é uma heroína e não mereceu ter sido tratada dessa forma: “A gente devia a ela e a todas as pessoas algo melhor do que isso”, disse ele a repórteres. A enfermeira descreveu a situação como um “frenesi de desorganização”. A mãe de Kaci disse que ela estava em uma barraca com sistema de ar e vaso sanitánio, mas sem um chuveiro. “Não tinha TV, nem livros, nem revista”, criticou Karen Hickox. O advogado de Kaci disse que a situação levantou questões como liberdade civil, já que ela nunca apresentou qualquer sintoma de estar com a doença.
