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Cremeb diz que casos de ‘falsidade ideológica’ decorrem de ‘precarização’ de trabalho

O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) se posicionou sobre a acusação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) de que a ex-secretária de saúde de Salvador, Tatiana Paraíso, e mais outros médicos teriam cometido crime de falsidade ideológica. A pena do crime, de acordo com o promotor Raimundo Moinhos, pode ser agravada em dez vezes no caso da ex-gestora e da funcionária Bianca Marques Melo. Segundo Moinhos, em 2010, os acusados teriam assinado listas de presença na qual estariam no mesmo dia e horário em locais diferentes. A avaliação do Cremeb, é que o problema tem como causa “a precarização do trabalho médico, com contratos por meio de regimes extraordinários (Pessoa Jurídica / Cooperativa / Reda)”, diz o conselho em nota. Segundo o Cremeb, fatos como esse, são motivados por relações “sem direitos trabalhistas”, o que “contribui para esse colapso do Sistema de Saúde”. O Cremeb também afirmou também que adotará “as devidas providências para apuração administrativa dos fatos respeitando o Código de Ética Profissional”.