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Demissão de médicos não afetará atendimento em Upa de Escada, diz diretor de gestora

Por Francis Juliano

Demissão de médicos não afetará atendimento em Upa de Escada, diz diretor de gestora
Foto: Reprodução
O atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Escada e no Hospital Alayde Costa, que funcionam interligados, no Subúrbio Ferroviário, não deve sofrer com a provável saída de médicos. Pelo menos é o que diz a nova administração das unidades, a Pró-Saúde, que assumiu a gestão da UPA e do Hospital em 1º de setembro. O conflito entre profissionais e a nova administradora se refere a salários. Na última sexta-feira (5), médicos de enfermaria e da UTI do Alayde Costa pediram demissão coletiva. Segundo a Pró-Saúde, 11 entre 40 médicos que trabalham na unidade não aceitam os valores pagos pela gestora. A proposta da Pró-Saúde, que administra também a UPA de Valéria e um hospital em Mairi, no interior do estado, seria mudar a forma de pagamento. Pela empresa, os profissionais passariam a ter carteira assinada e a receber os proventos de acordo com a CLT [Consolidação das Leis do Trabalho]. Segundo Paulo Pimenta, diretor da Pró-Saúde, o valor pago pela antiga gestão [APMI] na forma de contratos terceirizados elevava os salários "a duas ou três vezes” o que é pago pelo mercado. O BN apurou que alguns profissionais chegariam a receber R$ 15 mil. Com a proposta, o salário cairia pela metade. "Eu tentei negociar, mas eles foram irredutíveis", afirmou Pimenta que disse que a empresa se comprometeu a pagar os salários “discordantes” até a próxima segunda (15) quando encerra o prazo de negociação. Nesta quarta-feira (10), uma reunião na sede do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed-BA) vai discutir a situação dos médicos lotados nas duas unidades de saúde, que também são criticadas pela falta de materiais básicos e condições de trabalho.