Identificação de marcadores genéticos podem evitar morte súbita
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Uma pesquisa genética pode ajudar a evitar casos de morte súbita entre jovens. No mundo, cerca de 800 mil pessoas morrem por ano vítimas de morte súbita – 250 mil somente no Brasil. Do total de óbitos, 20% estão associados a problemas genéticos e atingem os jovens. O estudo encontrou 13 problemas genéticos que podem causar a morte repentina. “E estamos apenas na metade de tudo o que podemos saber”, ressaltou Ramon Brugada, um dos líderes da pesquisa junto com o irmão Pedro Brugada. Segundo os especialistas, esses problemas genéticos, em geral, “fazem com que o coração seja mais rígido, débil, e por isso, ele para de funcionar de repente”. “A doença pode matar pessoas que têm boa qualidade de vida. Então, temos que identificá-las e protegê-las para terem uma vida normal”. O teste para identificação dos genes de morte súbita – feito a partir da saliva ou do sangue – não é recomendado para todos, mas apenas para aqueles que têm histórico de morte súbita na família. Os resultados saem em até sete semanas. Segundo os médicos, a partir da identificação, toda a família passa a ser acompanhada, o que pode ajudar a evitar novos casos. Atualmente, a pesquisa para identificação dos marcadores genéticos de morte súbita está em fase de transição e começa a ser colocado em prática após anos de pesquisas. No Brasil, apenas o Rio de Janeiro tem duas instituições que estudam a cardiomiopatia hipertrófica (coração hipertrofiado, um dos 13 problemas genéticos já identificados): a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e o Instituto do Coração de Laranjeiras. No entanto, ainda não há previsão de quando os testes poderão ser aplicados na população. “No Brasil ainda somos muito amadores, ainda estamos muito no começo das experiências com testes genéticos”, afirmou Olga Ferreira de Souza, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj). Informações do Estadão.
