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‘Turismo do suicídio’ na Suíça dobra em quatro anos

‘Turismo do suicídio’ na Suíça dobra em quatro anos
Foto: Divulgação
O chamado “turismo do suicídio” ou “turismo da eutanásia” cresceu de forma assustadora na Suíça nos últimos anos, revelou uma pesquisa da Universidade de Zurique. Entre 2009 e 2012, o número de estrangeiros que foram ao país para se matar duplicou: de 86 para 172 casos. Publicado pela revista Journal of Medical Ethics, o estudo coletou dados de suicídios assistidos no cantão de Zurique – sede das organizações que se dedicam a mortes assistidas. 
 
No país europeu há seis organizações que prestam esse tipo de ajuda e quatro delas permitem que não residentes utilizem os serviços.Os casos estudados eram provenientes de 31 países, mas quase um terço era de cidadãos da Alemanha (268), Reino Unido (126) e França (66). Com faixa etária entre 23 e 97 anos —uma média de 69 anos—, as doenças sofridas eram neurológicas (47%), câncer (37%), reumáticas e cardiovasculares. Do total, 58,5% eram mulheres.
 
Dados colhidos também mostram que as doenças não letais, ou as que ainda não são terminais (neurológicas, reumáticas) são cada vez mais usadas como argumento para cometer o suicídio assistido no país. Mas para Julian Mausbach, um dos pesquisadores, é preciso interpretar os números com cuidado. “Já estamos trabalhando em um estudo que identificará melhor os motivos”, explicou. O aumento dos casos, diz o especialista, fez com que outros países também passassem a debater sobre a legislação que envolve a eutanásia. “Nos três países que mais enviam turistas,há um debate político sobre essa questão”, dizem os cientistas. Informações do El País.