Especialista esclarece mitos e verdades da amamentação
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A amamentação é um momento que traz uma série de dúvidas para as mães, principalmente nos primeiros dias com o bebê. Por isso, a ginecologia e obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Achilles Cruz, aproveitou a Semana Mundial do Aleitamento Materno para esclarecer alguns mitos e verdades sobre o tema.
Amamentar é um método anticoncepcional 100% eficaz
Mito. Algumas mulheres podem voltar a ovular mesmo no período da amamentação quando o ciclo menstrual está bloqueado devido à supressão dos hormônios. O ideal é que ela já comece a adotar algum tipo de método contraceptivo a partir da sexta semana após o parto.
A mulher que está amamentando pode tomar qualquer tipo de pílula
Mito. Neste período, as pílulas mais indicadas são as de progestagênio, como o desogestrel, hormônio que inibe a ovulação. Livre de estrogênio, este princípio ativo não interfere na qualidade ou no volume do leite, não havendo interferência na alimentação do bebê.
Engravidar enquanto está amamentando é benéfico
Mito. Não existe um intervalo estabelecido entre uma gravidez e outra. Porém, é aconselhável que a mulher não engravide enquanto estiver amamentando, porque a sobrecarga da amamentação somada a uma nova gestação pode comprometer a saúde da mãe.
A alimentação da mãe influencia o leite
Verdade. Tudo o que a mãe come passa para o leite materno. Por isso, é importante que a mulher faça uma dieta variada e beba bastante líquido nesse período. O consumo de bebidas alcoólicas ou cigarros é contra-indicado. Medicamentos, por exemplo, só devem ser tomados com orientação médica.
Estresse influencia a produção de leite
Verdade. Quando a mulher está muito cansada ou ansiosa, a produção do hormônio ocitocina, que é o responsável pela vasão do leite, é bloqueada. O leite não seca quando se está estressada, mas a sua descida pode ficar prejudicada.
Amamentar faz bem para a saúde da mãe e do bebê
Verdade. Os bebês alimentados exclusivamente por leite materno até os seis meses de idade ficam mais protegidos contra inflamações, otites e diarreias. Segundo o Ministério da Saúde, as chances de a mãe desenvolver câncer de mama diminuem em 5% a cada 12 meses de aleitamento.
