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Pessoas foram torturadas em hospitais na ditadura, diz comissão

Pessoas foram torturadas em hospitais na ditadura, diz comissão
Foto: Reprodução/TV Globo
Um parecer médico apresentado nesta segunda-feira (11) comprovou que Raul Amaro Nin foi torturado e morto dentro do Hospital Central do Exército (HCE) e causou revolta na Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro (CEV-RIO). “Na pior das guerras e na pior situação de violação de direitos humanos não se admite a possibilidade de alguém ser torturado dentro de um hospital e, ainda mais, em um hospital do Exército. E, hoje, a gente se depara que isso aconteceu no Brasil, durante a ditadura militar”, disse a presidente do grupo, Natine Borges, durante a audiência pública. Os familiares de Raul afirmam que ele não era militante da luta armada, como alegaram os militares. Ele foi preso com mais dois amigos em uma blitz, levado para o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) e transferido para o DOI-Codi. Três dias depois, deu entrada no Hospital do Exército com ferimentos pelo corpo – que foram justificados por uma briga. O militante morreu no dia 11 de agosto mas, segundo o médico legista Nelson Massini, as manchas no corpo da vítima mostram que os  ferimentos foram feitos um dia antes de sua morte. Foram apresentados também documentos inéditos, como um ofício encaminhado para o então diretor do hospital, o general Rubens do Nascimento Paiva, onde ele apresenta o nome de um comissário e de um escrivão que iriam até a unidade para fazer perguntas à vítima. De acordo com Massini, durante o depoimento Amaro Nin foi espancado até a morte. Informações do G1.