Mais de 60 caracóis africanos são apreendidos em aeroporto dos EUA
Foto: Reprodução
Autoridades americanas apreenderam 67 caracóis africanos, vindos da Nigéria, endereçados a uma pessoa, na Califórnia. Os caramujos, proibidos nos EUA, foram encontrados por inspetores de proteção de fronteiras e da alfândega, no aeroporto internacional de Los Angeles. O Departamento de Agricultura dos EUA colocou os caracóis em um incinerador após eles terem sido inspecionados, já que eles podem carregar parasitas que são prejudiciais aos seres humanos, incluindo um que pode levar à meningite. A polícia está investigando qual o motivo de uma pessoa querer tantos caracóis. “Estamos investigando o que aconteceu, mas não parece se tratar de contrabando”, disse Lee Harty, porta-voz da agência alfandegária.
No Brasil, o caramujo é considerado uma praga urbana, que foi trazido da África, de forma ilegal, na década de 80, por produtores rurais, que buscavam uma alternativa mais rentável para substituir o escargot, um molusco apreciado na França como uma iguaria gastronômica. O negócio não deu certo e os caramujos acabaram abandonados. Em entrevista ao programa ‘Mais Você’ da rede Globo, bióloga e malacologista (especialista em moluscos), Silvana Thiengo explicou que esse tipo de caracol pode provocar doenças em humanos e animais domésticos, contaminam a água e devastam plantações e jardins. Até a meningite pode ser transmitida pelo caramujo africano. “Por onde passa, o caracol deixa uma secreção e se estiver contaminado por microorganismos pode afetar o sistema nervoso central do homem, causando cegueira e meningite. O contato com o caramujo também pode provocar problemas intestinais graves”, explicou.
No Brasil, o caramujo é considerado uma praga urbana, que foi trazido da África, de forma ilegal, na década de 80, por produtores rurais, que buscavam uma alternativa mais rentável para substituir o escargot, um molusco apreciado na França como uma iguaria gastronômica. O negócio não deu certo e os caramujos acabaram abandonados. Em entrevista ao programa ‘Mais Você’ da rede Globo, bióloga e malacologista (especialista em moluscos), Silvana Thiengo explicou que esse tipo de caracol pode provocar doenças em humanos e animais domésticos, contaminam a água e devastam plantações e jardins. Até a meningite pode ser transmitida pelo caramujo africano. “Por onde passa, o caracol deixa uma secreção e se estiver contaminado por microorganismos pode afetar o sistema nervoso central do homem, causando cegueira e meningite. O contato com o caramujo também pode provocar problemas intestinais graves”, explicou.
Existem duas zoonoses que podem ser transmitidas pelo caramujo africano. Uma delas é chamada de meningite eosinofílica, causada por um verme (Angiostrongylus cantonensis), que passa pelo sistema nervoso central, antes de se alojar nos pulmões. O ciclo da doença envolve moluscos e roedores. O homem pode entrar acidentalmente neste ciclo. A segunda e a angiostrangilíase abdominal (causada pelo parasito Angiostrongylus costaricensis) muitas vezes é assintomática, mas em alguns casos pode levar ao óbito, por perfuração intestinal e peritonite. Em 2007, dois casos de meningite que foram registrados no espírito santo estão relacionados à contaminação pelo caramujo africano. Na África ele é consumido e tem vantagens nutricionais por ser rico em proteínas. As informações são da Folha e Mais Você.
