Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Saúde
Você está em:
/
/
Saúde

Notícia

Homem que perde memória a cada 4 dias anota a vida em cadernos

Homem que perde memória a cada 4 dias anota a vida em cadernos
Foto: Arquivo pessoal
Um paulista aposentado que perde a memória de quatro em quatro dias, encontrou nas anotações diárias uma forma se lembrar das coisas mais importantes que aconteceram em sua vida. Sem diagnóstico conclusivo, Otávio Aparecido Costa Sanches, 54 anos, morador de Lins (SP), convive desde 2010 com a perda de memória. Ele já foi examinado por 18 médicos, mas não há diagnóstico exato de qual doença o aposentado sofre. “Até hoje não descobriram o que eu tenho, oficialmente falam que é Alzheimer. Estou sendo examinado por médicos da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Butucatu. Eles disseram que eu sofro de hiperprofusão temporal direita. É uma lesão no cérebro”, revelou.  Segundo ele, o processo de esquecimento começou em 2010, e desde 2012 ele anota os fatos mais importantes de sua vida em um caderno. “Antes eu esquecia a cada sete dias, agora esqueço tudo a cada quatro dias”, lamentou. Até agora, Sanches já preencheu três cadernos, e um dos últimos eventos anotados foi ter visto a goleada da Alemanha contra o Brasil. “Eu não me recordo dos fatos, mas sei que aconteceram porque estão todos anotados, como a goleada da Alemanha contra o Brasil”, disse.
 
A causa da lesão pode ser intoxicação pelo inseticida organofosforado, usado no controle de pragas, que ficou comprovada em um exame feito pelo aposentado, em 2004. O organismo dele continua intoxicado pela substância. Ele trabalhava na prefeitura Lins como agente de controle de pragas. “Eu usava diversos tipos de inseticidas, isso me intoxicou e acabou com minha vida”. Ele destacou que não havia equipamento adequado para proteger os agentes, no exercício da função. O advogado de Sanches já entrou com uma ação na justiça contra a prefeitura de Lins, mas não falou diretamente sobre indenização. “Queremos que a prefeitura pague o tratamento médico, o juiz é quem sabe (sobre indenização)”, afirmou o advogado. A prefeitura disse que ainda não foi notificada. “Vamos apresentar a documentação sobre o caso após notificação”, afirmou Nilton Cesar Nunes, coordenador de Comunicação Social da prefeitura de Lins. Ele informou também que o aposentado não compareceu nas audiências marcadas. “Foram duas audiências neste ano, e o senhor Otávio não compareceu em nenhuma”, concluiu.  Informações do Estadão.