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Microchip contraceptivo está em fase de teste, diz cientistas americanos

Microchip contraceptivo está em fase de teste, diz cientistas americanos
Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts estão em fase de teste de segurança do novo método contraceptivo controlado via microchip medindo 1,5 cm, que é implantado sob a pele da mulher e libera uma pequena dose do hormônio levonorgestrel a cada dia por até 16 anos. Uma das vantagens do método é que ele pode ser interrompido a qualquer momento, por controle remoto, dando possibilidade da usuária ter gestação. O projeto foi apoiado pela Fundação Bill Gates, e se tudo der certo, os chips chegam ao mercado norte-americano em três anos. Alguns debates sobre o projeto suscitam no campo da bioética. Em tese, o dispositivo poderia ser ativado e desativado por outra pessoa sem o conhecimento da mulher. Em entrevista à BBC, o engenheiro biomédico Gavin Corley, um dos responsáveis pelo desenvolvimento do microchip, disse que o produto "mais do que uma necessidade de primeiro mundo, é de aplicação humanitária", se referindo ao fato de que esse tipo de tecnologia poder ser utilizado em áreas pobres e distantes onde o acesso a anticoncepcionais tradicionais ainda é limitado.

A novidade chega num momento em que os governos e organizações em todo o mundo concluíram um plano mundial de planejamento familiar com a intenção de atingir cerca de 120 milhões de mulheres até 2020, o que pode ser positivo (proporcionar um planejamento familiar a longo prazo), mas também um perigo em potencial (a possibilidade de contracepções forçadas). Além de superar dilemas éticos, o chip contraceptivo também terá que demonstrar sua segurança e seu custo-efetividade até chegar ao mercado. Feitas essas ressalvas, a tecnologia parece bem promissora porque poderá ser utilizada para também administrar outros medicamentos.