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Pesquisadores conseguem retardar avanço de doença degenerativa com células-tronco

Pesquisadores conseguem retardar avanço de doença degenerativa com células-tronco
Ex-jogador Washington sofria de ELA/Foto: Reprodução
Uma pesquisa da Universidade de Kioto (oeste do Japão) conseguiu desacelerar em ratos o avanço da esclerose lateral amiotrófica (ELA). A doença, que é degenerativa, teve os efeitos reduzidos graças ao uso de células humanas reprogramadas em células-tronco pluripotentes induzidas (iPS). A ELA, também chamada de doença de Charcot, causa morte progressiva dos neurônios motores, encarregados de dirigir os músculos. Com isso, os pacientes sofrem atrofia muscular e invalidez de maneira mais ou menos progressiva. Segundo Haruhisa Inoue, que liderou a pesquisa, foi possível ampliar em 8% a duração da vida dos ratos acometidos pela ELA através do transplante de células progenitoras neurais ricas em proteínas gliais. Esta substância, derivada das células humanas pluripotentes induzidas, nutre e ajuda na manutenção dos neurônios. Segundo especialistas, o prognóstico, imprevisível, da doença varia de pessoa para pessoa. Algumas morrem rapidamente pela paralisia dos músculos respiratórios, embora outras possam permanecer no mesmo estado por anos. Dessa forma, o transplante das iPS permite atenuar a degeneração dos neurônios motores, responsáveis pela degradação do estado físico do paciente, que sofre uma paralisia muscular progressiva. A revista americana Stem Cell Reports publicou os resultados das pesquisas da equipe de Inoue em seu site. Informações da France Press.