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Médico cubano é indiciado após grávidas denunciarem abuso sexual

Médico cubano é indiciado após grávidas denunciarem abuso sexual
Foto: Reprodução / TV Anhanguera
Um médico cubano que atuava pelo programa federal Mais Médicos foi indiciado por "violação sexual mediante fraude" após quatro pacientes grávidas denunciarem o crime supostamente cometido em um posto de saúde de Luziânia, Goiás. Para a delegada Dilamar de Castro, responsável pelo caso, o homem se aproveitou de sua condição profissional para praticar os abusos. "A violação mediante fraude é um crime em que o autor se utiliza de um artifício que não seja violência ou ameaça, mas, sim, a confiança, a relação que estabelece com a vítima”, explicou. O médico foi interrogado duas vezes e teria negado os crimes. No primeiro relato ele defendeu que foram realizadas consultas ginecológicas normais e faltariam materiais no posto de saúde. No segundo, contudo, o cubano declarou não se lembrar de detalhes dos casos e negou que faltavam materiais. O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (26), ao G1, que o profissional está afastado de suas atividades e que um processo disciplinar foi aberto para apurar a conduta do estrangeiro. Quatro grávidas procuraram a Polícia Civil em maio para denunciar o médico cubano. Segundo uma das gestantes, que estava de 7 meses na época, o abuso aconteceu durante um exame pré-natal. "Fui para uma consulta de rotina, meu quadro era de infecção urinária. Ele pediu para que eu deitasse em uma maca não convencional, não usada para aquilo, e tocou nas minhas partes íntimas por um período maior que o normal de um toque. Ele teve a intenção de um ato libidinoso", relatou a paciente no momento da denúncia.