Estudo aponta que sobrevivência ao câncer de mama é afetada por tipo de mutação genética
Um estudo publicado nesta terça-feira (17) aponta que mulheres portadoras de uma mutação genética específica são mais propensas a morrer de um tipo de câncer de mama. O estudo sinaliza a possibilidade de desenvolvimento de medicamentos para serem utilizados no tratamento. Pesquisas realizadas anteriormente haviam demonstrado que as chances de sobrevivência ao câncer de mama após o tratamento, em partes, eram hereditárias. A suspeita, anteriormente, era o envolvimento dos genes no sistema imunológico, mas a pesquisa não conseguiu identificar quais eram. Agora, os cientistas vinculam o gene CCL20 – responsável pela resposta imunológica do organismo - a um risco maior de mortes em mulheres submetidas à quimioterapia no tratamento do câncer com receptor de estrogênio negativo (ER-). Os resultados publicados na revista Nature Communications, apontam que a descoberta "pode representar metas ideais para tratamentos feitos sob medida e também pode melhorar nossas capacidades atuais de fazer o prognóstico de sintomas". Mais de 2,6 mil mulheres participaram da pesquisa. Foram analisadas mudanças na codificação de proteínas em mulheres submetidas à quimioterapia para tratar o câncer ER-, uma categoria que afeta uma minoria de pacientes e que é mais difícil de tratar que o câncer ER+. Apenas uma parte da variação genética foi associada com a sobrevivência ao câncer de mama e mais mutações precisam ser encontradas para entender a base genética do diagnóstico de ER-. Em outro estudo publicado no British Medical Journal, cientistas da Noruega e dos Estados Unios descobriram que mamografias feitas a cada dois anos podem reduzir o risco de morte em cerca de 28%. As 27 mortes de câncer de mama, segundo a pesquisa, podem ser evitadas entre 10 mil mulheres que fizeram a mamografia. A equipe analisou dados de todas as mulheres na Noruega entre 50 e 79 anos de idade, entre os anos de 1986 e 2009. Com as pesquisas, a relevância do diagnostico através da mamografia foi acentuada.
