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Gêmeas prematuras sobrevivem por terem sido submetidas a tratamento com saco plástico

Gêmeas prematuras sobrevivem por terem sido submetidas a tratamento com saco plástico
Para que as gêmeas Maisie e Hattie sobrevivessem, os médicos da Inglaterra que as atenderam em uma unidade neonatal a submeteram a um procedimento médico diferente. Como nasceram prematuras, com cerca de 700g, as irmãs foram envolvidas em um saco plástico para se manterem aquecidas. De acordo com o Daily Mail, o procedimento foi feito, pois a temperatura de bebês prematuros cai muito rapidamente. O médico Bill Yoxall, médico responsável pelo tratamento das meninas, afirma que os bebês prematuros não têm a quantidade de gordura subcutânea suficiente para mantê-los aquecidos. “O saco plástico ‘segura’ a umidade que evapora do corpo do bebê. Assim, o saco plástico provoca uma espécie de efeito estufa para manter o bebê aquecido”, explica o especialista. O procedimento foi inventado em 1971 nos Estados Unidos, e só foi aprovado após um estudo de um grupo de pesquisadores no Reino Unido. Hoje, as unidades neonatais da Inglaterra usam a técnica normalmente já nas primeiras horas de vida do bebê. A mãe das gêmeas, Claire Bebb, disse que ficou espantada quando soube que as filhas estavam em sacos plásticos. As meninas ficaram nos sacos por nove semanas, até a temperatura estabilizar. E depois, foram transferidas para uma UTI. As gêmeas ainda foram submetidas a uma cirurgia para corrigir uma má formação nos olhos causada pelo parto prematuro. Atualmente, as gêmeas tem oito meses.