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Campanha contra hepatite C quer tornar causa tema de próximas Copas

Campanha contra hepatite C quer tornar causa tema de próximas Copas
Ex-jogador Marinho Chagas morreu devido a problemas com a doença
Devidamente uniformizados em alusão à Copa do Mundo, os Bonecos de Olinda passearam pela orla de Copacabana neste domingo (8) e chamaram a atenção do público sobre os riscos da hepatite C. A doença atinge cerca de três milhões de brasileiros – muitos dos quais nem mesmo sabem da contaminação – e é muito comum entre atletas de futebol. Os bonecos fazem parte da campanha “O futebol contra a hepatite” que foi lançada pela Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH) e pelo Fundo Mundial para a Hepatite, com sede em Nova York. Segundo os organizadores, o objetivo é fazer com que um dos temas oficiais de uma das próximas copas do Mundo. “Nosso propósito é ajudar, por meio do futebol, que é a linguagem universal de nossos tempos, a dar a visibilidade de que a doença precisa. Pois, apesar de ser tão abrangente e uma calamidade no mundo [500 milhões de pessoas têm hepatites B e C] ela é silenciosa e silenciada, obscurecida”, alerta Humberto Silva, presidente da ABPH e do Fundo Mundial para a Hepatite, para a Agência Brasil.
 

Foto: Paul Hanna/Reuters

Portadores de hepatite têm direito, pela Lei 11.255, a tratamento, o que inclui remédios, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O caso mais recente de morte em decorrência da hepatite foi o do jogador Marinho Chagas, falecido no último dia 1º. O jogador foi ídolo do Botafogo nos anos 70. Porém, o caso mais conhecido, segundo a ABPH, se deu nos anos 70, com do time Sport Club Gaúcho. Oito atletas dos 11 jogadores faleceram em consequência da hepatite. Na época, era comum o uso do energético Glucoenergan, que era injetado diretamente na veia do atleta. “Com a troca da agulha, mas o uso da mesma seringa, a contaminação foi inevitável”, informa a associação.