Pesquisa diz que machismo torna furacões com nomes femininos mais mortíferos
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Podia ser uma bobagem, mas não é. Furacões com nomes femininos podem matar três vezes mais do que os que são batizados com nomes masculinos. Um estudo publicado na revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a "PNAS", diz que o fato ocorre pelo fato de as pessoas perceberem os furacões com nomes femininos como menos ameaçadores. Se você acha que a pesquisa foi uma brisa, fique sabendo que o estudo consumiu mais de seis décadas de furacões atlânticos. Desde os anos 1970, os fenômenos são nomeados por uma ordem pré-determinada e alternada que não tem nada a ver com a força da tempestade. Um dos efeitos da ordem é não associar a força dos fenômenos ao gênero. Estudiosos da Universidade de Illinois analisaram fatalidades relacionadas a cada furacão que tocou a terra nos EUA entre 1950 e 2012. "Comparativamente, estima-se que um furacão com nome masculino cause 15,15 mortes, enquanto se calcula que um furacão com nome feminino cause 41,84 mortes", pontua o estudo. "Em outras palavras, nosso modelo sugere que mudar o nome de um furacão severo de Charley para Eloise pode triplicar sua letalidade", acrescentou. Informações do G1.
