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Jogadores de futebol americano apresentam mudanças no cérebro

Jogadores de futebol americano apresentam mudanças no cérebro
Os cérebros dos jogadores universitários de futebol americano apresentam diferenças com relação aos de outros universitários dos Estados Unidos, especialmente se os jogadores já passaram por concussões, defendeu um novo estudo cerebral. Por meio de ressonância magnética a pesquisa conclui que lesões esportivas na cabeça podem ter efeito persistente sobre o cérebro, até mesmo entre pessoas jovens e saudáveis.
 
Diversos especialistas já defendiam que autópsias nos cérebros de alguns jogadores profissionais de futebol americano e hóquei que sofreram repetidas pancadas na cabeça demonstram sinais de danos cerebrais graves e progressivos. Estudos recentes com animais sugerem que até mesmo a concussões amenas podem causar reações inflamatórias e de outra ordem que, embora destinadas a promover a cura, podem também contribuir para danos nos tecidos.
 
Os cientistas identificaram 25 jogadores que sofreram pelo menos uma concussão medicamente confirmada na prática do futebol americano além de outros 25 jogadores que jamais tiveram uma concussão diagnosticada. Depois, reuniram 25 jovens saudáveis que jamais praticaram futebol americano, para servir como grupo de controle, e submeteram os cérebros de todos a exames com uma sofisticada máquina de ressonância magnética.
 
Como grupo, os jogadores de futebol americano apresentavam menor volume no hipocampo, uma parte do cérebro envolvida no processamento de memórias e emoções, do que era o caso entre os não jogadores. Entre os jogadores sem histórico de concussões, o volume do hipocampo era ate 16% menor do que no grupo de controle. "O diferencial era maior do que aquilo que antecipávamos", diz Patrick Bellgowan, pesquisador do Laureate Institute e professor da Universidade de Tulsa, o diretor científico do estudo.
 
Mesmo com as alterações, não foram encontradas conexões entre essas mudanças no cérebro e perda de capacidade de raciocínio ou memória. Os cientistas não encontraram grande correlação entre um volume menor no hipocampo e a capacidade de raciocínio, ao comparar os resultados dos atletas em testes cognitivos e de coordenação. Informações do The New York Times.