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EUA recomendam pílula anti-HIV para pessoas com risco de contrair o vírus

EUA recomendam pílula anti-HIV para pessoas com risco de contrair o vírus
Autoridades de saúde dos Estados Unidos lançaram nesta quarta-feira (14) diretrizes oficiais que recomendam que pessoas com maior risco de contrair o HIV tomem uma pílula diária que previne a infecção pelo vírus. A indicação aumentaria em 50 vezes o número de prescrições do medicamento Truvada, que custa US$ 13 mil por ano e é coberto pela maioria das seguradoras de saúde do país.
 
As diretrizes dos CDCs (Centros de Controle de Doença e Prevenção) pedem que médicos considerem a prescrição da profilaxia para homens gays que fazem sexo sem preservativo, heterossexuais com parceiros de alto risco, como bissexuais e usuários de drogas injetáveis, pacientes que regularmente fazem sexo com alguém que esteja infectado e pessoas que compartilham agulhas ou usam drogas injetáveis.
 
As autoridades decidiram pela profilaxia depois que o uso da camisinha caiu. Uma pesquisa recente identificou que, entre 2005 e 2011, o número de homens gays que fazem sexo sem camisinha aumentou 20%. O Truvada é o único antirretroviral aprovado para prevenir o HIV nos EUA. Ele é considerado relativamente seguro com poucos efeitos colaterais, como dor de cabeça, de estômago e perda de peso. Efeitos raros, mas sérios, incluem danos hepáticos e renais.
 
Enquanto muitos especialistas em Aids endossam a profilaxia pré-exposição, a prática ainda não é comum entre os médicos. Uma pesquisa com 1.175 infectologistas nos EUA e no Canadá mostrou que 74% apoiavam o regime, mas apenas 9% realmente o prescreviam.