Reumatologista participa de palestra em Salvador sobre Lúpus nesta segunda-feira
Em Salvador há em torno de 1,2 pacientes da doença
Como parte das ações em prol do Dia Internacional do Lúpus, ocorre nesta segunda-feira (12) um bate-papo aberto ao público com o reumatologista Mittermayer Santiago. O médico vai estar às 14h, no pavilhão de aulas da Unidade Acadêmica Brotas da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e discutirá o tema "E se for Lúpus?". Em salvador, o especialista estima que existam 1,2 mil pacientes com a doença
. Na conversa, o especialista abordará os principais aspectos da doença, diagnóstico e tratamentos. Enfermidade de causa desconhecida, o Lúpus é um exemplo clássico de doença “auto-imune”, ou seja, o sistema imunológico do indivíduo produz anticorpos contra suas próprias células, o que leva a lesões de diversos órgãos. A doença acomete principalmente pessoas de etnia negra e mulheres jovens no período mais produtivo da vida. Segundo Mittermayer, o problema da assistência de lúpus na Bahia não fica restrito ao atendimento ambulatorial. “Outro agravante para tais pacientes é a insuficiência de leitos hospitalares para eventuais internações, pois o hospital de referencia para os pacientes do ambulatório de lúpus da Bahiana, que é o Hospital Santa Izabel, disponibiliza apenas cinco leitos para internação”, relata. Pesquisas realizadas em outros países têm demonstrado que a frequência da doença é de cerca de 50 casos por 100 mil habitantes. No mundo, cerca de cinco milhões de pessoas sofrem de Lúpus. Para pessoas que têm a enfermidade, a recomendação é que evitem a exposição ao sol. “Curiosamente, até o momento não se sabe o número de casos dessa enfermidade na Bahia, Estado com o maior número de indivíduos da raça negra do país e onde o sol brilha durante todo o ano. O ambulatório de Lúpus da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (Bahiana) que é o centro de referência para o tratamento da doença no nosso Estado para pacientes do SUS, tem cerca de 500 pacientes em acompanhamento, mas esse número corresponde apenas a uma parcela do total de casos da Bahia”, explica Mittermayer.
