Doença de Reinaldo Gianecchini na novela, cardiomiopatia atinge 200 mil brasileiros
A novela Em família exibiu recentemente o caso em que o personagem Cadu (Reynaldo Gianecchini) passou por um transplante cardíaco. A doença, na ficção, é presente na vida real de muita gente: a cardiomiopatia dilatada idiopática representa até 20% dos casos de insuficiência cardíaca no Brasil. O coordenador clínico do núcleo de transplante do Instituto do Coração (Incor), Fernando Bacal, explica que esse problema acontece no músculo do coração, resultando em um órgão inchado, sem capacidade de bombeamento, grande e fraco. É um coração que não aguenta muita coisa e se cansa facilmente. Quem tem essa doença também apresenta inchaço no corpo. O personagem de Gianecchini representa exatamente como se sentem os pacientes: não conseguem nem mesmo atender um telefone sem que haja exaustão. A solução, para esses, é o transplante de coração. E as chances de sucesso e total recuperação estão em torno dos 90%, informa publicação do Ig Saúde.
Agora a pergunta: por que um coração cresce, se torna insuficiente e o doente recebe o diagnóstico de cardiomiopatia dilatada idiopática? Segundo Bacal, a primeira resposta - como em muitas doenças – vem da genética. Alguns têm tendência de padecer dessa doença. A outra causa, no entanto, são por conta de ataques virais. Mas não são necessariamente vírus específicos que atacam o coração, tampouco são raros: os vilões são aqueles que causam gripe ou diarreia, por exemplo. Isso não significa que as pessoas que já ficaram gripadas muitas vezes na vida terão, em um futuro breve, a mesma doença de Cadu. Segundo o cardiologista, o ataque dos vírus só provoca a miocardite viral (infecção no tecido do coração), que pode levar à cardiomiopatia dilatada idiopática, em pessoas que têm essa susceptibilidade. O problema é que a medicina ainda não conseguiu explicar quem é mais suscetível ou não. O tempo de evolução da doença também varia de indivíduo para outro.
Agora a pergunta: por que um coração cresce, se torna insuficiente e o doente recebe o diagnóstico de cardiomiopatia dilatada idiopática? Segundo Bacal, a primeira resposta - como em muitas doenças – vem da genética. Alguns têm tendência de padecer dessa doença. A outra causa, no entanto, são por conta de ataques virais. Mas não são necessariamente vírus específicos que atacam o coração, tampouco são raros: os vilões são aqueles que causam gripe ou diarreia, por exemplo. Isso não significa que as pessoas que já ficaram gripadas muitas vezes na vida terão, em um futuro breve, a mesma doença de Cadu. Segundo o cardiologista, o ataque dos vírus só provoca a miocardite viral (infecção no tecido do coração), que pode levar à cardiomiopatia dilatada idiopática, em pessoas que têm essa susceptibilidade. O problema é que a medicina ainda não conseguiu explicar quem é mais suscetível ou não. O tempo de evolução da doença também varia de indivíduo para outro.
