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Estudo diz que excesso de proteínas pode trazer riscos de saúde na meia-idade

Estudo diz que excesso de proteínas pode trazer riscos de saúde na meia-idade
Foto: Reprodução
Dietas ricas em proteínas podem representar riscos à saúde em pessoas de meia idade. Uma asinha de frango ou uma suculenta costela bovina, por exemplo, podem ser tão mortais quanto às doses diárias de nicotina ingeridas por um fumante. E não são só as artérias e o coração os únicos a sofrerem com o excesso de gordura. Segundo uma pesquisa da Universidade de Southern Califórnia (USC), uma dieta rica em proteína durante a meia-idade — de 35 até 58 anos — leva ao aumento em quase duas vezes da probabilidade de morte e em quatro vezes a de morrer em decorrências do câncer, índice mais alto que o de mortes associadas ao cigarro. Foram analisadas amostras de adultos por quase duas décadas. Ainda no estudo, foi descoberto que o consumo excessivo de proteína está ligado a um aumento dramático na mortalidade por câncer e que pessoas na meia-idade que ingerem uma grande quantidade de proteínas de origem animal — incluindo carne, leite e queijo — também são mais suscetíveis à morte precoce em geral. Segundo artigo publicado na revista científica Cell Metabolism, pessoas que consomem muita proteína apresentaram 74% mais probabilidade de morrer de qualquer causa durante o período estudado do que os seus pares com o consumo baixo de proteína. 
 
O tema da ingestão de proteínas se tornou controverso nos últimos anos, especialmente após a popularidade atingida por dietas, como a do Dr. Atkins e a Paleo, que pregam a alta ingestão do componente. No entanto, estudos voltados à longevidade mostram que essa pode não ser a escolha ideal se a busca é viver por muito anos. Ao contrário, pesquisadores acreditam que a ingestão de proteínas não deve obedecer a um limite estático, mas considerar as mudanças biológicas sofridas pelo organismo à medida que ele envelhece. Em outras palavras, o que é bom para o adolescente, é diferente para o jovem adulto e pode ser extremamente oposto às indicações para os idosos. Informações do Correio Braziliense.