Para recuperar pacientes em UTIs, novas terapias têm sido adotadas por hospitais, diz Folha
Caminhadas fazem parte de procedimentos usados em UTIs
Alguns procedimentos têm sido utilizados para melhorar a qualidade de vida do paciente após a alta. Uso de anabolizantes, sedação mínima e caminhadas (mesmo com ventilação mecânica) são algumas dessas medidas, informa matéria da Folha. Segundo pesquisas, mais de 90% das pessoas que passam pela UTI sobrevivem, no entanto, aquelas que ficam um mês sob cuidados intensivos podem levar anos para retomar a vida normal. Outra questão é que, além das sequelas do problema que levou o paciente à UTI, muitas medidas adotadas afetam a recuperação. No caso dos anabolizantes, estudos mais recentes mostraram que hormônios bioidênticos, em doses pequenas, podem trazer alguns benefícios. Em relação à sedação, a diminuição do número de pacientes entubados na UTI é outra tendência que tem se consolidado. Antes, a prática corrente era a sedação total. Atualmente, é sabido que quanto menos o doente ficar sedado, mais rápido o cérebro voltará a funcionar. A sedação mais leve ainda reduz as chances de o paciente ter "delirium", um estado de confusão mental que pode continuar após a alta. Já a caminhada, alguns hospitais no Canadá já colocam pacientes ainda dependentes de ventilação mecânica para andar em esteira na UTI. Em São Paulo, nos Hospitais como o Einstein e o Sírio-Libanês, a equipe médica estimula pacientes da UTI a caminhar pelo quarto ou no corredor, quando possível. "Ainda é uma operação complicada com aqueles fios e tubos, mas estamos aprendendo. Quanto antes tirarmos o paciente do leito, melhor", diz Capone Neto à Cláudia Colucci da Folha. Segundo a fisioterapeuta Raquel Xavier, do Hospital das Clínicas da USP, o primeiro passo é colocar o paciente da UTI sentado na cama. "Ainda temos hospitais que mantêm o paciente deitado o tempo todo. Além de causar a perda muscular, isso leva ao acúmulo de secreção no pulmão", informa.
