Transplantes de face devem ser oferecidos a mais pacientes, conclui estudo
Foto: New York Times
O primeiro transplante de face do mundo foi realizado na França em 2005 e ganhou as manchetes. Mas mesmo envolto em polêmicas quase dez anos depois, um estudo concluiu que o procedimento deveria ser oferecido a mais pacientes. Publicada pela “The Lancet” neste domingo (4), a pesquisa diz que o procedimento costuma ser seguro e é viável. A primeira revisão abrangente de todos os transplantes de face relatados – 28 em sete países – teria removido muitas dúvidas, mas mesmo assim o endosso foi cauteloso. Os pesquisadores entendem que a operação ainda é experimental, arriscada e cara (pelo menos US$ 300 mil), e que os pacientes devem ser selecionados com cuidado. Após a cirurgia, os transplantados correm risco contínuo de infecção e reações aos medicamentos antirrejeição tóxicos. Os transplantes de face transformaram as vidas de quase todos os pacientes sobreviventes. Eles recuperaram a capacidade de comer, beber, falar de modo mais inteligível, cheirar, sorrir e piscar. Quatro pacientes voltaram a trabalhar ou estudar. Três pacientes morreram. Informações do New York Times.
