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Condutores do Samu de Salvador ameaçam parar; ‘prefeito não nos recebe’, diz diretor
Capital tem déficit de 12 unidades por falta de condutores, diz diretor
Condutores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prometem cruzar os braços caso não sejam atendidos pelo prefeito ACM Neto. A principal demanda é a estabilidade da carreira – a maioria trabalha via Reda [Regime Especial de Direito Administrativo] e TAC [Termo de Ajuste de Conduta]. "Nós estamos há cinco meses aguardando o prefeito. Mandamos uma carta, mas ele não nos recebe”, disse o diretor do Sindisamu 192 Naimar Lucas Estevan ao Bahia Notícias. Segundo o diretor, são 160 condutores empregados no Samu soteropolitano que além de conduzir as viaturas fazem o trabalho de socorristas e auxiliam médicos e enfermeiros nas viaturas. Ainda de acordo com o diretor, entre 2005 e 2014 a reposição salarial dos funcionários foi de 23,4%, enquanto a inflação foi de 64%. Estevam diz que na capital 30 unidades estão na ativa, mas o recomendado seria 42. "Sabe por que não estão rodando? Porque não tem gente para conduzir", relata. O dirigente afirma que funcionários são demitidos através do Reda e depois readmitidos, o que cria um círculo vicioso e aprofunda o problema do setor. Outra demanda é a assistênca médica. O dirigente afirmou que a categoria não conta com convênios. "Hoje, tem 20 pessoas que estão afastadas sem nenhum tipo de assistência e nós perdemos um companheiro por falta de atendimento no corredor do HGE", relata. Os condutores prometem uma caminhada no dia 10 de maio do Campo Grande à Praça Municipal. Depois, decidirão sobre a greve.

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