Neuropediatra alerta sobre riscos à saúde de crianças causados por jogos eletrônicos
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Ninguém sabe ao certo qual a idade certa para apresentar jogos eletrônicos para uma criança. Mesmo que esta pergunta possa ser interpretada como velha, já que os jogos fazem parte do dia a dia dos pequenos, há quem queira refletir sobre o problema. De acordo com o neuropediatra Christian Muller, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), não dá para proibir a criança de jogar. “Talvez tenhamos que discutir não só a precocidade, mas a questão da imposição de limites, de restringir o uso. Uma criança de dois anos, por exemplo, não deveria usar um tablet,” disse ao blog Maternar, da Folha. Pensando também nisso, a Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense de Pediatria estabeleceram limites para a exposição das crianças a todo tipo de mídia (TV, games, dispositivos móveis). Eles recomendam que crianças de zero a dois anos não tenham nenhum tipo de exposição à tecnologia. Para as de três a cinco anos, o limite é de uma hora diária. O tempo sobe para duas horas diárias para crianças de seis anos a jovens de 18 anos. Muller reforça que os pais precisam saber dos efeitos causados pelo excesso de exposição aos videogames e outros dispositivos eletrônicos. “Estudos comprovam que há efeitos físicos e até comportamentais”, diz Muller.
Problemas
A má postura, por exemplo, provoca dores musculares e também há risco de desenvolvimento de úlcera na córnea, quando a criança fica muito tempo sem piscar enquanto joga videogame. A neuropediatra ainda afirma que os jogos eletrônicos podem potencializar sintomas de ansiedade e agressividade na criança. “Você pode observar algumas crianças batendo o dedo ensandecidamente na tela do tablet em busca de um ponto,” sinaliza. Para diminuir esses sintomas de ansiedade e agressividade em crianças com déficit de atenção, recomenda atividade física. “Os jogos eletrônicos são o contrário da atividade física. Os exercícios reduzem a agitação,” afirma.
