Nova cirurgia para Parkinson é testada no Brasil
Foto: Reprodução
Um novo procedimento cirúrgico para tratar a doença de Parkison em região alternativa do cérebro conseguiu recuperar até 84% dos problemas motores nos pacientes. O estudo recém-terminado foi realizado no Hospital Santa Marcelina, em São Paulo, e tratou 12 pessoas. Ele será apresentado em junho no Congresso Mundial de Doença de Parkinson e Desordens do Movimento, em Estocolmo, na Suécia.
A diferença da nova cirurgia é o alvo: uma região do cérebro chamado Forel, que é pouco estudada por ser pequena e de difícil localização. "Temos justificativas anatômicas e bioquímicas para investir nessa região", diz o neurocirurgião Fábio Godinho, líder do estudo. "Anatomicamente, o campo de Forel é uma região de convergência de fibras nervosas que saem de um local bastante envolvido no mecanismo da doença de Parkinson".
A melhora da qualidade de vida dos pacientes, medida por um índice universal (PDQ-39), que contempla campos como mobilidade, cognição, estigma, comunicação, entre outros, foi de 62%. Mas segundo Arthur Cukiert, presidente da Sociedade Brasileira de Estereotaxia e Neurocirurgia Funcional (SBENF), é preciso destacar que a intervenção no campo de Forel ainda é experimental. "É uma região que vem sendo estudada, mas ainda não se pode dizer que é melhor do que os alvos clássicos", diz. Informações da Folha de S. Paulo.
