Chioro afirma que ministério não assinou contrato com empresa citada em escuta telefônica
Foto: Reprodução/Agência Brasil
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou nesta quarta-feira (9) que o ministério não assinou contrato com a Labogen S/A Química Fina e Biotecnologia. A operação Lava Jato da Polícia Federal apontou interceptações telefônicas de um suposto esquema de desvio de recursos públicos no fornecimento de remédio para hipertensão pulmonar. O contrato com a Labogen S/A seria de R$ 6,2 milhões por ano e teria sido firmado em dezembro do ano passado, na gestão do então ministro Alexandre Padilha, pré-candidato ao governo paulista. “O governo brasileiro nunca assinou contrato com o Labogen. O que se faz é uma aproximação [entre o laboratório particular e o público]”, declarou durante reunião do Conselho Nacional de Saúde (CNS). “Não Existe absolutamente nenhum contrato assinado. Não foi pago um tostão”, completou. Segundo argumentação de Chioro, depois que uma parceria desse tipo é firmada, existe prazo de um a dois anos para que o medicamento comece a ser produzido e só assim o governo brasileiro assina contrato para a compra do produto. O ministro também afirmou que as denúncias e a investigação da operação Lava a Jato não podem “macular” a política industrial de biotecnologia iniciada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Chioro disse ainda que o setor representa a mais promissora cadeia produtiva na saúde nas próximas décadas. Informações da Agência Brasil e Estadão.
