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‘A gente tem dependência absoluta de hormônios’, diz Elsimar Coutinho sobre reposição de substâncias

Por Francis Juliano

‘A gente tem dependência absoluta de hormônios’, diz Elsimar Coutinho sobre reposição de substâncias
Foto: Luciana Melo
Um dos debatedores do 4° Congresso Norte-Nordeste de Ginecologia Endócrina, realizado em Salvador entre esta sexta-feira (4) e sábado (5), o médico e cientista baiano Elsimar Coutinho voltou a reforçar a importância da reposição hormonal para o aumento da qualidade de vida e a melhora da saúde em pessoas com idade mais avançada. Para Coutinho, sem uma quantidade suficiente de hormônio, a vida perde sentido e interesse. “A gente tem uma dependência absoluta dos hormônios para ser saudável e feliz. A pessoa sem reposição de hormônio vai ser infeliz a vida interia. Vai ficar doente, vai ganhar peso, vai aumentar a incidência de câncer, vai desgraçar a vida”, deduziu o pesquisador momentos antes da conferência de abertura do encontro em entrevista ao Bahia Notícias. Coutinho afirma que um dos impedimentos para a aceitação do método é ainda a “ignorância” e o “temor ao desconhecido”, o que faz tanto homens quanto mulheres se distanciarem do método. O médico considera que só “aqueles que estão ameaçados de morte, com uma doença infecciosa ou degenerativa” teriam direito de não se preocupar com o restabelecimento hormonal do corpo. Convicto das possibilidades que uma carga nova de hormônios pode fazer pela vida sexual das pessoas, o estudioso enfatizou a importância de as substâncias serem regularmente administradas. “Sem hormônio, o homem não tem ereção, portanto não pratica sexo. Sem hormônio, a mulher não tem lubrificação na vagina e também não vai praticar o ato sexual. Ponto”, argumentou. Aqui, o médico faz ressalvas. Saber o tipo de substância é importante para o tratamento. As sintéticas, segundo ele, são as menos indicadas. “Elas não são metabolizadas do mesmo jeito pelo organismo”, recomendou. O evento, que ocorre no Hotel Fiesta (Itaigara), ainda tem outro ponto alto nesta sexta. Será a palestra do professor de obstetrícia e de psiquiatria da Universidade de Yale, de Nova Iorque, Phillip Sarrel. O norte-americano falará dos resultados positivos, como a redução da mortalidade de mulheres na menopausa através da reposição de hormônios.