Presidente da Federação Nacional de Médicos diz que Saúde vai dominar debate eleitoral de 2014
Por Francis Juliano
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Na Bahia para anunciar os encaminhamentos do ano da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), o presidente da corporação, Geraldo Ferreira Filho, criticou a administração da saúde do governo Dilma Rousseff e disse que o assunto dominará o debate político nas eleições de outubro. Segundo Ferreira Filho, "há uma desassistência da população", e isso pode render perdas para candidatos aliados ao governo federal. "A Saúde vai ser o grande tema da eleição deste ano. Por isso, nós estamos visitando todos os estados e tomando conhecimento de causalidades locais", disse o dirigente, que esteve em Salvador nesta sexta-feira (28), em entrevista ao Bahia Notícias. Questionado se a Fenam e outras entidades já têm candidatos para as eleições deste ano, Ferreira Filho disse que vai apoiar profissionais da categoria “interessados” com o setor. "Nós vamos incentivar os médicos para participar das eleições, ou sendo candidatos ou apoiando pessoas comprometidas", adiantou. O dirigente voltou a criticar o estado da assistência básica ao afirmar que "a saúde está sucateada" e exacerbou o tom da crítica, como a maioria das entidades médicas, sobre o Mais Médicos, que destina profissionais para municípios do interior do país com necessidade histórica de médicos, como também para periferias de grandes centros urbanos. Segundo Ferreira Filho, o governo tem aproveitado a carência do setor para promover o governo cubano, em referência à origem da maioria dos estrangeiros que atuam no Mais Médicos. "Na verdade, o governo está fazendo uma interação política com o regime que ele queria financiar", crê o médico que está há um ano e meio à frente da instituição. Ferreira Filho considera que, apesar de a realidade exigir mais profissionais – as 700 cidades sem médicos foram recusadas por profissionais brasileiros – o programa é equivocado, principalmente porque não exige exame de revalidação de diplomas para estrangeiros, além de deixar de investir em estrutura e não contratar profissionais via concurso público.
