Falta de acesso a contraceptivo é violência contra mulher, diz Drauzio
Foto: Reprodução / Palestrativa
O médico Drauzio Varella defendeu que a maior violência que o Estado promove contra mulheres pobres é o difícil acesso a métodos contraceptivos. A afirmação foi feita durante o Fórum a Saúde do Brasil, realizado em São Paulo. Varella, que viaja muito pelo país, questiona o índice do IBGE de que cada mulher teria 1,74 filhos, e disse que prefere ir às periferias para conhecer a situação real do país. "Todas têm casas de alvernaria, que não têm homem em casa e a mulher, que muitas vezes foi deixada pelo marido, cuida de um montão de crianças", afirmou. O resultado, segundo ele, é que essas crianças acabam sobrecarregando os serviços sociais, como o serviço de saúde, as escolas, entre outros serviços. Para ele, poderia haver uma discussão com médicos que atendem planos de saúde para reduzir o valor dos procedimentos. Drauzio criticou ainda a chamada “judicialização” do atendimento – quando as pessoas recorrem à Justiça pelo direito ao atendimento – e concluiu que o sistema de saúde do país está em risco. "Imagina se todas essas pessoas [cerca de 50 milhões de pessoas] que são atendidas planos planos de saúde fossem jogadas no SUS?", questionou.
