Exame pode detectar câncer no intestino grosso e reto com mais eficácia
Foto: Reprodução
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima para 2014 quase 33 mil novos casos de câncer colorretal. O tumor atinge parte do intestino grosso e o reto. Mesmo passível de tratamento e cura, a doença ainda mata em média 14 mil pessoas por ano. De acordo com estudos realizados na Universidade de Pensilvânia (Estados Unidos), a colonoscopia, exame para detectar o tumor com uma endoscopia do intestino, pode reduzir em até 70% o risco de câncer colorretal avançado em pacientes de médio risco. Os fatores que aumentam as chances da doença são, além da predisposição genética e histórico familiar, sedentarismo, obesidade, tabagismo e alimentação rica em carnes vermelhas e pobre em fibras. Segundo especialistas, a eficácia da colonoscopia para detectar o câncer colorretal tem substituído a sigmoidoscopia, exame que só consegue observar menos da metade da área atingida pelo tumor. De acordo com o médico endoscopista Edson Ide, do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo, a colonoscopia permite o diagnóstico de pólipos, tumores benignos, focos de sangramento, câncer na fase inicial, além de uma série de doenças benignas (mas não menos importantes) como, por exemplo, a doença inflamatória intestinal.
