Estudos negam que suplemento de cálcio aumente risco de doença cardiovascular
Por Agência Estado
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Estudos recentes reunidos na apresentação de um médico brasileiro no Congresso da Liga Panamericana de Associações de Reumatologia (Panlar) nesta terça-feira (18) no Uruguai, mostram que o suplemento de cálcio, indicado para a prevenção e o tratamento da osteoporose, não aumenta o risco de doenças cardiovasculares, ao contrário do que mostrava um estudo neozelandês de 2008.
Na ocasião, os pesquisadores chegaram à conclusão de que pacientes que tomavam o suplemento da substância morriam mais de enfarte e de outras doenças cardiovasculares. "Desde então, os pacientes e os próprios médicos passaram a evitar o suplemento de cálcio e ficamos com menos opções no tratamento da osteoporose", explica Sebastião Cezar Radominski, chefe da especialidade de reumatologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
No congresso, o especialista brasileiro apresentou o resultado de estudos recentes que contestam essa tese. O mais novo deles, publicado neste mês no periódico Journal of Bone and Mineral Research, mostra que o risco aumentado de doenças cardiovasculares não foi observado em pacientes que tomavam o suplemento. "Na pesquisa, os médicos analisaram 700 mulheres que tomaram o cálcio e outras 700 que não utilizaram o suplemento. As taxas de mortalidade por doença cardiovascular foram similares. Aquele alarde feito pelo estudo neozelandês não foi confirmado", defende.
Para o especialista, foi necessária a reunião e apresentação das pesquisas para que o tratamento da osteoporose não seja prejudicado. Radominski relembra, porém, que a indicação de suplemento de cálcio só deve ser feita para os pacientes que não conseguem atingir o nível indicado da substância na alimentação. Além do leite e derivados, o cálcio também pode ser encontrado em folhas verdes.
