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Banco de ossos para uso odontológico é alternativa segura, mas não é liberado para todos

Banco de ossos para uso odontológico é alternativa segura, mas não é liberado para todos
Foto: Reprodução
O transplante ósseo já é utilizado há dez anos pela Odontologia, e tem representado uma alternativa segura para pacientes com perdas ósseas caudadas por tumores, trocas de próteses e outros problemas. Ainda assim, o uso do banco de ossos é restrito a especialistas em periodontia, endodontia, implantodontia e bucomaxilofacial. Segundo Adriano Forghieri, presidente da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD), o desafio é ampliar o acesso para todos os cirurgiões-dentistas. “É muito importante que a população seja bem informada e possa participar desse processo, tanto no sentido da doação de ossos, como no de saber que pode contar com essa alternativa, se precisar. Afinal, atualmente, muitos pacientes ainda são submetidos à extração de osso da própria bacia ou do queixo – procedimento bastante agressivo e passível de infecções”, defendeu. Para o cirurgião-dentista João Augusto Sant’Anna, membro da APCD-Marília que integra a comissão que discute a ampliação do acesso aos bancos de ossos, nos últimos tempos houve um retrocesso. “Depois de prepararmos uma nova redação, a Câmara Técnica do CFO (Conselho Federal de Odontologia) abortou a discussão, dando um passo atrás. Ou seja: hoje, um cirurgião-dentista pode fazer um enxerto com um material de origem bovina ou suína, desde que tenha registro na Anvisa. Mas, não pode usar tecido de banco de ossos se não for de determinada área”, reclama. Sant’Anna ressalta que as vantagens de recorrer a um banco de ossos – que são cortados em pequenos blocos antes de serem utilizados na Odontologia – são inúmeras, o que resulta em procedimentos mais ágeis, que oferecem muito menos desconforto ao paciente e melhor recuperação.