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Estudo com portadoras de HIV mostra que maternidade transforma gestantes

Estudo com portadoras de HIV mostra que maternidade transforma gestantes
Foto: Reprodução
A vivência da maternidade pode transformar a vida de pacientes com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids). Um estudo da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP analisou narrativas e sentimentos de mães com HIV que infectaram seus filhos durante a gestação. De acordo com a pesquisa, os resultados apontam que a doença é um fator transformador na maternidade e na vida dessas mulheres. No período gestacional, essas mães abdicam de suas vidas para que os filhos tenham possibilidade de sobreviver. “Quando a maternidade acontece na presença da infecção do HIV, este percurso pode ser permeado por dificuldades e ameaças”, diz a autora da pesquisa, a psicóloga Ana Cristina Magazoni Bragheto-Pires. Na tese de doutorado "Narrativas de Mulheres Mães Infectadas pelo HIV", defendido em outubro de 2013, Ana Cristina muda o foco de seus estudos para as mães, antes voltados só para as crianças. Segundo a pesquisadora, as gestante acabam sacrificando a vida delas para que os filhos tenham melhor saúde. Ela também lembra que o quanto antes a síndrome for detectada, mais chances a criança tem de nascer sem o vírus. mulheres com HIV não podem ter parto normal, devido a grande troca de sangue com o bebê durante o procedimento. “Além do parto ser cesárea, a mãe não pode amamentar. Mesmo alguns estudos indicando que, caso o nível da infecção esteja baixo, a prática é possível, há controvérsias,” relata mais uma dificuldade das mães com Aids. Informações da Agência Brasil.