Mulheres esperam até dois anos para tratar endometriose
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Ao menos mil mulheres ainda esperam tratamento para endometriose, doença que afeta o endométrio (membrana do útero) e pode se espalhar para intestino e ovários, o que causa dor e até infertilidade. Na rede pública, o atraso pode chegar a dois anos. A Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva agora pede ao Ministério da Saúde a inclusão da doença na categoria crônica e não transmissível, como diabetes e hipertensão. Para o ginecologista Rui Ferriani, professor da USP e presidente da associação, é necessário garantir mais meios de diagnóstico e tratamento para a doença que afeta 6 milhões de brasileiras em idade reprodutiva. Para ele, a inclusão no rol de doenças crônicas seria um "equívoco" pois poderia levar a diagnósticos quem não tem sintomas da doença. Estima-se que em 11% das mulheres seja assintomática. Uma pesquisa da Associação de Endometriose mostrou que 53% de 10 mil mulheres entrevistadas nunca ouviram falar da doença. Das que a conheciam, apenas 24% sabiam os principais sintomas.
