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'Explosões' de raiva podem aumentar chance de pessoa sofrer um enfarto ou ter AVC

'Explosões' de raiva podem aumentar chance de pessoa sofrer um enfarto ou ter AVC

Uma pesquisa da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, aponta que os riscos de sofrer um enfarte ou um acidente vascular cerebral (AVC) aumentam nas duas primeiras horas após uma “explosão” de raiva, na comparação com situações em que não há descontrole emocional. Os pesquisadores chegaram a conclusão ao revisar uma sistemática de nove estudos e metanálise. Os resultados foram publicados nesta última terça-feira (3) na revista científica European Heart Journal. Mais de 6 mil eventos cardiovasculares foram analisados, de 1966 a 2013. Todos tratavam das relações entre a raiva e os episódios cardiovasculares. A pesquisa demonstra que o risco de uma pessoa sofrer um enfarte ou uma síndrome coronariana aguda nas duas horas subsequentes a um rompante de fúria aumenta a quase cinco vezes, na comparação com momentos em que o voluntário não está emocionalmente abalado. Também foi constatada uma probabilidade três vezes maior de ter um acidente vascular cerebral nessas condições. O risco é maior para quem já tem histórico de doenças cardíacas. Se uma pessoa que tem um ataque de cólera uma vez por mês, a probabilidade de sofrer uma parada cardíaca para voluntários de baixo risco cardíaco é de um a cada 10 mil indivíduos. Para aqueles com alto risco cardiovascular (que apresentem um histórico de doenças desse tipo, por exemplo), o risco aumenta para quatro a cada 10 mil. Os pesquisadores, entretanto, diz que ainda não é possível dizer que a raiva cause os problemas diretamente, mas deixou claro que existe algum tipo de relação entre eles, já que alguns estudos demontram que o estresse psicológico aumenta a frequência cardíaca e pressão arterial. As alterações no fluxo sanguíneo podem causar formação de coágulos estimulam processos inflamatórios. O professor Murray Mittleman, de Harvard, diz que é possível a prescrição de alguns antidepressivos, por exemplo, podem melhorar o controle de impulso. Os pesquisadores ainda sugerem testar a eficácia de estratégias que evitem ou combatam o estresse para evitar os acessos de raiva, como ioga e relaxamento.