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'Testamento biológico' permite nascimento de filhos de pais mortos

'Testamento biológico' permite nascimento de filhos de pais mortos
Mulher tem filho de 2 anos que nasceu depois da morte da mãe que doou óvulos
O Estado de Israel abriu precedentes para um experimento inédito no mundo, o chamado "testamento biológico". Agora, no país, a concepção e o nascimento de bebês podem ser realizados a partir de óvulos ou sêmen deixados como "herança" por pais já mortos. A norma tem feito polêmica. Autora da ideia, advogada israelense Irit Rosenblum, diretora da ONG Nova Família, disse que a ideia surgiu em 1998, quando conversou com um ex-soldado que havia perdido a fertilidade durante o serviço militar. O jovem, aos 20 anos, foi informado que não poderia mais ser pai e expôs o fato à Rosenblum para tentar outras maneiras de constituir uma família."Durante a conversa com aquele moço me veio a ideia. Hoje em dia, nós, humanos, temos meios tecnológicos para dar continuidade à vida, apesar das doenças e mesmo apesar da morte. Homens podem congelar sêmen, mulheres podem congelar óvulos. O que faltava era um instrumento legal que possibilitasse que os herdeiros utilizassem esse material genético. Isso é justamente o que chamamos de testamento biológico", disse em entrevista à BBC Brasil. Segundo Rosenblum, a ideia é "revolucionária e futurista". "O desejo de dar continuidade à nossa vida é um desejo natural e essa vontade da pessoa deve ser respeitada mesmo após sua morte", argumenta.