Infectologista alerta para cuidados com banho de mar em locais impróprios
Praia em Salvador
Pouca gente recusa um banho de mar em pleno verão. Em Salvador, mais ainda. O problema é quando esses locais estão contaminados, principalmente em lugares onde há despejo de esgoto e superlotação das areias – essas responsáveis por gerar uma maior produção de lixo. Assim, com o ambiente praiano comprometido, essa falta de higiene pode resultar em problemas sérios de saúde. Machucados cutâneos, infecções, vômitos e diarreias, podem causar a perda de sais minerais, em especial de potássio, o que desequilibra o organismo e prejudica, até mesmo, o funcionamento dos rins. Além disso, se o veranista tiver cortes ou feridas na pele e entrar em contato com o mar, poderá adquirir, também, micoses e outras irritações. Segundo o infectologista Jean Carlo Gorinchteyn, o quadro tende a piorar se a água contaminada for, de algum modo, aspirada. “Quando isso acontece, a pessoa pode adquirir uma sinusite bacteriana decorrente da poluição, mas sem ter o seu pulmão afetado”, informa em matéria do Terra. Ainda na praia, existe o risco também de a pessoa contrair uma conjuntivite bacteriana, combatida, na maioria das vezes, com colírios antibióticos prescritos pelo médico. “Quando há ausência de balneabilidade (qualidade da qualidade das águas destinadas à recreação), o nível de bactérias aumenta, assim como os riscos de contrair qualquer uma dessas doenças”, alerta o médico.
Recomendações
A principal recomendação é evitar praias impróprias para banho. Além disso, não se banhar perto de locais onde há despejo de esgoto doméstico e ter cuidado ao andar na areia para não esbarrar em objetos e materiais que podem causar lesões na pele.
