Risco de contrair hepatite C por via sexual é maior do que se pensava
Um estudo suíço descobriu que o risco de contrair hepatite C por via sexual é maior do que se acreditava até agora. A partir de uma base de dados de portadores do vírus da Aids (HIV), os cientistas Roger Kouyos e Huldrych Günthard, do Hospital Universitário de Zurique, notaram que pacientes com Aids que têm um parceiro portador tanto do HIV quanto da hepatite C têm entre duas e três mais chances de se contagiar do que outros soropositivos.
Há alguns anos, se achava que a hepatite C era transmitida sobretudo por contato sanguíneo, mas os cientistas descobriram que cada vez mais pacientes homossexuais portadores de HIV contraem a doença. Por isso, a pesquisa revela que o risco de contágio com o vírus é alto não só entre toxicômanos que compartilham seringas, mas também entre pessoas portadoras que mantém relações sexuais.
Os homossexuais parecem particularmente propensos a contrair esta doença por via sexual, embora os pesquisadores não saibam ainda qual é a razão. “Uma explicação possível é que as relações sexuais por via anal aumentam a possibilidade de contato sanguíneo entre os casais. As pessoas portadoras de HIV e hepatite C não deveriam ter relações sexuais sem proteção”, comentou Kouyos.
Por enquanto, os pesquisadores não sabem se os casos de hepatite C transmitida por via sexual aumentaram em pessoas não portadoras de HIV. Isto acontece porque os pacientes com Aids se submetem a testes médicos regularmente devido à doença, o que torna mais fácil detectar a hepatite C, o que não ocorre com as pessoas que não são soropositivas. Nestes casos, a maioria desenvolve os sintomas da doença semanas ou inclusive meses após contrair a infecção. Informações da EFE.
