Panamá aprova avaliação de mosquito geneticamente modificado para combate da dengue
Liberação de mosquitos geneticamente modificado em Mandacaru, Juazeiro-BA
O Panamá, na América Central, acaba de aprovar a próxima fase de avaliação dos mosquitos estéreis da Oxitec – que trabalha com mosquitos geneticamente modificados – como forma de combater o Aedes aegypti, transmissor da dengue, no país. A prática é vista com ressalvas por entidades de defesa do meio ambiente que cobram mais transparência sobre leis de biossegurança. Nas cidades baianas de Juazeiro, vale são-franciscano; e Jacobina, centro norte do estado, desde fevereiro de 2011, se tornaram o maior campo de testes de mosquitos geneticamente modificados do tipo da dengue no mundo, com mais de 18 milhões de mosquitos já liberados, segundo números da Moscamed, instituição parceira da gigante Oxitec. Segundo o governo panamenho, o crescente número de casos e a epidemia declarada no país motivou a necessidade de formas novas e mais “eficientes” de controlar o mosquito da dengue. A Oxitec afirma que avaliações anteriores apontam a redução de mais de 90% da população de mosquitos no Brasil e nas Ilhas Caimã.
